Sempre que se aproxima o final de um ano, é comum – e quase tradição humana- professar novos objetivos para o ano vindouro.

Essa é uma atitude muito agradável e de alguma forma psicologicamente saudável, pois permite às pessoas realizar um breve balanço das suas vidas, repensarem o que realmente desejam da vida e o que têm o mudar para o conseguir.

Este ano, talvez esses enunciados de mudança ainda sejam mais acentuados, dadas as diversas profecias místicas de que 2012 é o fim de uma determinada era (para alguns até, o fim do mundo como o conhecemos).

Porém, como todos sabemos, muitas vezes essas resoluções de ano novo são tão ambiciosas que, uns meses depois, quase todas a pessoas já esqueceram as resoluções ou então, já concluíram que não as atingirão.

Além disso, cada vez mais as pessoas apontam para resoluções externas e materiais: “quero que alguém goste mais de mim”, “quero arranjar um emprego”, “quero ganhar mais dinheiro”; quando na realidade, as únicas resoluções que fazem sentido são as internas.

É você que tem de estar em primeiro lugar, em todas as suas resoluções. Quando você atingir a saúde mental, física e espiritual que necessita, tudo o resto se encaixará na sua vida.

Mudar o centro, mudar o núcleo que é você, causará as mudanças periféricas, ou seja, nos relacionamentos laborais, amorosos ou outros.

No final das contas, a única resolução que faz real sentido na sua vida é colocar-se em primeiro lugar. Sempre. E isso não é egoísmo, ao contrário do que por vezes a sociedade parece acusar. Só uma pessoa que se sinta bem consigo própria, pode construir relações válidas e saudáveis com outras pessoas.

Colocar-se em primeiro lugar implica pensar sempre em si primeiro, e isto é feito em três âmbitos:1. nos seus sentimentos, 2. nos seus pensamentos e 3. nos seus comportamentos.

Quando estas três áreas que nos compõem estiverem harmonia, já não terá mais nenhuma resolução de ano novo possível se não, continuar a colocar-se em primeiro lugar.

Se não se sente bem com os seus comportamentos, mude. Decida passar a comportar-se de outra forma, ir ao ginásio, comprar um bom produto para o seu corpo, passar a tratar alguém de forma diferente.

Se são os seus pensamentos que o incomodam, abrace o yoga, a meditação ou repense a sua vida.

Se são os seus sentimentos ou a sua vida emocional no geral, que não a satisfaz, então reavalie os seus relacionamentos, faça sessões de psicoterapia, ou agende uma conversa séria a assertiva com a pessoa alvo desses sentimentos.

Acima, de tudo, construa todos os dias a sua capacidade de pensamento positivo. Assim como vamos ao ginásio para treinar o corpo, também devemos treinar a mente.

Entre em 2013, construindo pensamentos positivos na sua mente: “2013 vai ser um ano fantástico”, “Em 2013 vou conseguir sentir-me mais feliz ainda”!

Aproveito para desejar a todos uma ótima entrada em 2013, que acredito, será um ano de mudanças positivas!

 

Patricia Araújo

Patrícia Araújo é Escritora, Consultora de RH e Formadora. É Psicóloga (Membro Efectivo da Ordem dos Psicólogos Portugueses) e Mestre em Psicologia Organizacional pela Universidade do Porto. Paralelamente é professora de Yoga., exerce consultas de psicologia (orientação psicologia positiva-humanista), sendo também docente universitária. Contacto: pattaraujo@gmail.com